Chamemos-lhe Apenas o Lado Lunar

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Era o que me faltava...

Sinto os meus dentes como se fossem prisioneiros a quererem fugir a todo o custo, neste caso de dentro da boca, obviamente. Cada um para o seu lado. Sim, é verdade, porque agora tenho uma montanha de metal dentro da boca, por isso não se admirem se levarem com algum gafanhoto em cima. O que mais me chateia no meio disto tudo é que me sinto uma incapaz, quando uma das coisas que mais gosto de fazer, ou seja, falar e falar e falar, com este, com aquele, com toda a gente, se torna um tanto ou quanto "missão impossivel". E cantar?? como é que eu agora vou cantar "you can leeeeaaaaave your hat onnnn!!!" como tanto gosto de fazer?! E viajar?! Quando passar debaixo do detector de metais, aquilo vai apitar por todos os lados... E tal não é o acumular de baba dentro da minha boca (parecido com a grandiosa e famosissima ribeira da Cruz Quebrada), que, ao tentar explicar ao shôr policia o motivo de tanto alarido, ainda lhe vou acertar com uma enorme bola de baba no meio da testa. O que agora está favorável é a aprendizagem de linguas estrangeiras, porque pelo menos a pronuncia já tenho (pronuncia essa causada pelo malabarismo q a minha lingua tem de fazer no meio de tanto metal)...
Enfim, era mesmo só o que me faltava. E a procissão ainda só vai no adro... é caso para dizer...... AAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIII A MINHA VIDA!!!!! lol.

de resto, continuo os esforços para pôr em dia toda a matéria que deveria ter sido estudada durante o semestre inteiro.. só me resta uma semana, e algumas cadeiras para fazer.

beijinhos bem babados****

sábado, janeiro 20, 2007

Dá-me Lume


Chegaste com três vinténs

E o ar de quem não tem

Muito mais a perder

O vinho não era bom

A banda não tinha tom

Mas tu fizeste a noite apetecer

Mandaste a minha solidão embora

Iluminaste o pavilhão da aurora

Com o teu passo inseguro

E o paraíso no teu olhar


Eu fiquei louco por ti

Logo rejuvenesci

Não podia falhar

Dispondo a meu favor

Da eloquência do amor

Ali mesmo à mão de semear

Mostrei-te a origem do bem e o reverso

Provei-te que o que conta no universo

É esse passo inseguro

E o paraíso no teu olhar


Dá-me lume, dá-me lume

Deixa o teu fogo envolver-me

Até a música acabar

Dá-me lume, não deixes o frio entrar

Faz os teus braços fechar-me as asas

Há tanto tempo a acenar


Eu tinha o espírito aberto

Às vezes andei perto

Da essência do amor

Porém no meio dos colchões

No meio dos trambolhões

A situação era cada vez pior

Tu despertaste em mim um ser mais leve

E eu sei que essencialmente isso se deve

A esse passo inseguro

E ao paraíso no teu olhar


Dá-me lume, dá-me lume

Deixa o teu fogo envolver-me

Até a música acabar

Dá-me lume, não deixes o frio entrar

Faz os teus braços fechar-me as asas

Há tanto tempo a acenar


Se eu fosse compositor

Compunha em teu louvor

Um hino triunfal

Se eu fosse crítico de arte

Havia de declarar-te

Obra-prima à escala mundial

Mas eu não passo dum homem vulgar

Que tem a sorte de saborear

Esse teu passo inseguro

E o paraíso no teu olhar

Esse teu passo inseguro

E o paraíso no teu olhar


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Ando completamente vidrada nas músicas deste homem (Jorge Palma, para quém não sabe). E por isso, dexo-vos aqui a letra de uma música que me chama particularmente a atenção, devido á sua sonoridade um tanto fora do normal, e a sua letra engraçada.


De resto, não tenho muito mais a dizer, os exames consomem a quase totalidade do meu tempo. E ainda faltam uns quantos... =\


Beijinho**